quarta-feira, setembro 14, 2005

Infinitudes

Nossos estados de consciência podem ser, por vezes, caóticos. A tristeza não é algo novo em minha vida, e nunca será mero passado. Vivendo aprendemos que alguns ditados são facilmente aplicáveis, como o que eu falarei agora: "não há felicidade que dure para sempre e nem tristeza que nunca acabe".

De fato, se fôssemos pensar no tempo real, as felicidades (assim como as tristezas) têm fim. Vivemos em um ciclo, em uma roda da fortuna em que a probabilidade de ser feliz é potencialmente maior que a de ser triste. Mas estamos falando do tempo real.

E o nosso próprio tempo? Aquele que parece não parar, e parece não passar também? Dele podemos tirar conclusões mais expressivas: a tristeza, quando existe, é infinita. Por isso que, por mais que eu tenha consciência de que ela irá passar, de que ela se dissolverá, isso nunca me faz menos triste. Pois a tristeza, enquanto persiste, é tão infinita, tão sem perspectivas, tão dolorosa!

A felicidade, quando existe, é tão contagiante que nunca pensamos em que nela possa existir uma infinitude. Será que pode mesmo? A felicidade esteve quase sempre presente na minha vida, mas ela escapa com tanta facilidade que começo a duvidar de que nela também possa existir infinitude. As felicidades da minha vida foram efêmeras, e se transformaram em doces lembranças amargas. Não há nada que prolongue ainda mais a momentânea infelicidade infinita do que a lembrança de que já se foi feliz.

Quando percebi isso, deixei de notar um certo ar infantil nas músicas do Tom: "tristeza não tem fim, felicidade sim..."

Sobre o meu tempo, posso dizer que ele é o meu maior vilão. Ele que me enlouquece e me imerge em crises inebriantemente sombrias. Ele que me faz perder qualquer tipo de esperança ou otimismo.

Nada que uma boa ampulheta não resolva.

7 comentários:

Livinha disse...

Ah, Lu, alegria, alegria! huhuhuhuhu

gostei da última frase, viu??


aqui, sério q vai pro FestVelhas? O Projeto Manuelzão que organiza!!!!!

q ótemo!
vou averiguar isso.. hehehe.

conte-me mais!

pablo disse...

Oi Luísa, ou melhor, colega de blog...rs. Passei pra dar um olá. Lgal os teux textos - só que vou precisar de uma Meidtação Dinâmica para conseguir ler todos - mas vou conseguir, prometo...rs

Giovani disse...

Caraca Lu, muito bom! Adorei o texto. Eu sinceramente não concordo com o fato do tempo ser o maior vilão. Mas como você disse que é o "seu maior vilão", deixo quieto. Eu acho que o Tempo é nosso amigo. Bjks e fica bem.

Galvão disse...

Eh fato: quando estamos felizes naum refletimos sobre isso, simplesmente naum pensamos, e talvez por isso a tristeza pareça mto mais intensa quando ocorre...bom, da-se um jeito, tem q se continuar, certo?
Bjos!

Diane disse...

Luísa, você já sabe como fazer, agora é só esperar :)

freefun0616 disse...

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be disse...

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